Le goût de la vengeance


Mais uma vez aqui estou, sentindo o vento gélido que soprava em Paris, estou localizada ao lado do maior monumento francês La Tour Eiffel.  Deslumbrante, sim, essa era a palavra que me descreveria, mas não pense que sou orgulhosa, esse era o adjetivo que recebia todas as noites das minhas vítimas, e hoje não será diferente.
O vejo se aproximando do local escolhido para o encontro, o relógio marcava onze horas de uma noite de outono. Retoco meu batom vermelho-sangue, arrumo meu vestido e o espero chegar aos meus pés.
Marx me agarra e me faz girar em seus braços, seu perfume forte me inebria e seus olhos brilham a luz do luar. Posso dizer que ele estava encantador, seu sorriso iluminava as ruas pelas quais passávamos e isso me deixava mais estimulada. Entramos num bar parisiense qualquer, o fiz pedir bebidas, e a cada instante ficava mais embriagado e excitado. Mantinha uma certa distância, já que ainda não era o momento certo de agir. Mas quando os ponteiros estavam prestes a se juntar para badalar meia-noite eu o ataquei num beijo intenso, sabia que a qualquer momento a ‘bomba’ iria explodir. Genevive, sua noiva, adentrou o recinto transtornada e com uma arma na mão, ao ver nossa cena, atirou sem pensar em seu antigo amado, enquanto isso, eu fugia de forma perfeita. O bar estava lotado de homens beberrões, fiquei sabendo que foram necessários cinco ou seis deles para segurá-la enquanto alguém chamava a polícia.
Mais uma vez meu plano havia funcionado. Que mulher não iria atrás de seu homem logo após receber um pacote com uma carta falando da traição, o local e a hora que ele iria se encontrar com a amante e um revólver junto? Armações de Raquel. Eu mesma. Uma mulher traída que se matou por tanto sofrimento e agora vaga pelas ruas de Paris atrás dos homens adúlteros, acabando com eles, fazendo-os morrer pelo seu próprio veneno. Pode me chamar também de A dama da noite, o fantasma da Torre.


* tradução do título: O gosto da vingança

10 comentaram:

Letízia P. disse...

Uau Maria, fiquei boquiaberta com esse texto. Ficou fabuloso!
Você sempre escreve maravilhosamente bem mesmo...
Beijos

Letízia P. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Juliana Marton disse...

que tenso. bem se fala que não se deve mexer com mulher traída. adorei o texto, Maria. uma beleza, como sempre. beijos! :*

H. disse...

Foi você que escreveu ?? Esse texto está realmente muito bom.
Amei !!

beijos;**

Luciana Brito disse...

Nossa, esse texto está incrível. Gostei muito do jeito como conduziu a história e só no final revelou a verdadeira face da personagem.

Bom mesmo.
Beijo.

Thais Alves disse...

Uaaaau , peerfeeeito deeeemais . ameeeeeei *--*'

Thizi disse...

amo textos baseados em Paris, parece que tem masi magica!

Rafaela disse...

deixei um selo pra você no meu blog.

Amanda Figueiredo disse...

Ficou realmente ótimo o texto, você escreve muito bem.

Beijos.

@juusep disse...

Ser traida é bem tenso G_G'







Design e código feitos por Julie Duarte. Personalizado por Maria Luisa.